Os canaviais podem contar com Votivo® Prime, o primeiro bionematicida lançado pela BASF
14-05-2026

Invisíveis a olho nu, os nematoides estão entre os principais problemas fitossanitários da cana-de-açúcar. Em áreas com alta infestação e em variedades suscetíveis, as perdas podem chegar a 30% — e, segundo especialistas, esses parasitas microscópicos já estão presentes na maioria dos canaviais do país.

Na cana, algumas espécies concentram a maior preocupação: nematoides de galhas (Meloidogyne spp.), de cistos (Heterodera glycines/Globodera spp.) e das lesões (Pratylenchus spp.).

Ao parasitar raízes e estruturas subterrâneas, esses organismos prejudicam a absorção de água e nutrientes e travam o desenvolvimento da planta. Embora raramente levem à morte, podem debilitar o canavial a ponto de reduzir de forma relevante a produção de cana e de açúcar por hectare.

Apesar do potencial de dano, André Mattiello, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura, afirma que os nematoides ainda são subestimados justamente por avançarem “em silêncio”. “Como são invisíveis a olho nu, os sintomas na parte aérea acabam confundidos com deficiência nutricional, compactação do solo ou até variações do ambiente de produção”, explica.

Segundo ele, os prejuízos costumam variar entre 15% e 30% da produtividade. “O mais crítico é que esse dano é cumulativo e compromete principalmente o estabelecimento do canavial. Ao afetar o sistema radicular, o nematoide reduz a absorção de água e nutrientes, limita o desenvolvimento inicial e encurta a longevidade da cultura, impactando não apenas o primeiro, mas os cortes subsequentes”, afirma.

Para enfrentar o problema, a BASF lançou o Votivo® Prime, seu primeiro bionematicida. “O Votivo Prime atua diretamente na rizosfera, região ao redor das raízes onde ocorrem as principais interações biológicas do solo. Após a aplicação, o Bacillus firmus I-1582 coloniza a área e forma uma barreira físico-química que dificulta o acesso e a multiplicação dos nematoides. O produto também interfere no ciclo do patógeno, reduzindo a população ao longo do tempo”, detalha Mattiello.

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