Petrobras retoma fábrica de fertilizantes em MS com US$ 1 bi
20-04-2026
UFN III deve operar em 2029 e gerar 8 mil empregos nas obras
Andréia Vital
A Petrobras aprovou no dia 13 de abril a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas – MS, após reavaliação que confirmou a viabilidade técnica e econômica do projeto. A decisão do Conselho de Administração está alinhada ao Plano de Negócios 2026/30 e destrava um investimento estimado em cerca de US$ 1 bilhão.
A companhia prevê iniciar as operações comerciais da unidade em 2029. Com a aprovação, serão firmados os contratos necessários para a retomada das obras ainda no primeiro semestre, com expectativa de geração de aproximadamente 8 mil empregos durante a fase de construção.
Paralisada desde 2015, a fábrica voltou ao radar em 2023, quando a empresa decidiu retomar investimentos no segmento de fertilizantes. Segundo o diretor de Processos Industriais, William França, o movimento amplia a integração com o agronegócio e contribui para reduzir a dependência externa do Brasil. “Fortalecemos a segurança do abastecimento e estimulamos emprego e renda”, afirmou.
A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, destacou que o projeto apresentou Valor Presente Líquido positivo em todos os cenários analisados. Segundo ela, o ativo segue as diretrizes de disciplina de capital e governança corporativa da companhia.
Capacidade e mercado consumidor
A unidade terá capacidade nominal de cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, com excedente de 180 toneladas diárias disponível para comercializ
A localização é considerada estratégica pela proximidade com polos consumidores e pela logística favorável, o que tende a ampliar a competitividade do produto nacional frente às importações.
A ureia é o fertilizante nitrogenado mais consumido no país, com demanda próxima de 8 milhões de toneladas por ano. O insumo é amplamente utilizado em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além da aplicação na pecuária. Já a amônia é matéria-prima essencial para a indústria de fertilizantes e petroquímica.
O projeto incorpora tecnologias de última geração, com foco em eficiência industrial e maior confiabilidade no atendimento à demanda crescente do agronegócio brasileiro.

