Posicionamento UNICA sobre o E32
20-07-2026
Os estudos que embasaram a adoção do E32 foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia, seguindo metodologia técnica construída no âmbito do Programa Combustível do Futuro, com participação de representantes do governo, da indústria automotiva, da cadeia de combustíveis e da academia.
Não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32. Os ensaios demonstraram comportamento equivalente entre as misturas avaliadas, sem alterações relevantes nos parâmetros analisados.
Os testes contemplaram veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina (não flex-fuel), justamente por representarem a parcela da frota, supostamente, mais sensível ao aumento da mistura de etanol. Os veículos flex-fuelflex-fuel já saem de fábrica preparados para operar com qualquer proporção de etanol e gasolina. A amostra contemplou modelos fabricados entre 1994 e 2024, representativos da frota brasileira. Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32.
Também não procede a afirmação de que o E32 não foi testado. Os estudos técnicos conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia avaliaram a viabilidade da mistura E32 e forneceram o embasamento para a decisão do CNPE. A decisão que aprovou a medida também estabeleceu que não haverá tolerância de 2 pontos percentuais na fiscalização do nível de mistura. Dessa forma, a gasolina comercializada durante a vigência da medida deverá observar o teor nominal de 32% de etanol anidro, em conformidade com as condições técnicas que embasaram sua aprovação.
E32: ENTENDA OS TESTES
Principais esclarecimentos sobre os estudos técnicos que embasaram a decisão do CNPE
- O E32 foi efetivamente testado?
Os estudos técnicos que embasaram a decisão do CNPE avaliaram a viabilidade da mistura E32, incluindo ensaios de desempenho, consumo, emissões, partida a frio, dirigibilidade e compatibilidade de materiais e componentes dos sistemas de alimentação. Os resultados demonstraram comportamento compatível com a frota nacional de veículos movidos exclusivamente a gasolina, fornecendo a base técnica para a implementação da medida.
- Se o E32 foi avaliado no contexto dos estudos da mistura E30, não seria necessário testar E34 para aprovação do E32?
Não. A decisão do CNPE que aprovou o E32 estabeleceu que a tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos não será admitida durante o período de vigência do E32. Durante esse período, a mistura comercializada terá teor nominal de 32% de etanol anidro, respeitando apenas o limite legal associado ao erro de medida do teste e, com isso, garantindo aderência às condições técnicas que embasaram os estudos conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia
- Os testes incluíram veículos exclusivamente a gasolina?
Sim. O programa foi desenvolvido especificamente para avaliar veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina (não flex-fuel), justamente por representarem a parcela da frota potencialmente mais sensível ao aumento da mistura de etanol. Os veículos flex-fuel já saem de fábrica preparados para operar com diferentes proporções de etanol e gasolina.
- Os testes incluíram veículos antigos?
Sim. A amostra foi construída para representar a frota brasileira e contemplou 16 veículos leves e 13 motocicletas, abrangendo diferentes fases do PROCONVE e do PROMOT. Entre os automóveis avaliados, há modelos fabricados entre 1994 e 2024, incluindo veículos da década de 1990 movidos exclusivamente a gasolina. As motocicletas avaliadas foram fabricadas a partir de 2004. O estudo concluiu que mesmo os veículos das fases mais antigas não apresentaram impactos relevantes em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com E32.
- O E32 aumenta o consumo de combustível?
Os testes não demonstraram aumento relevante de consumo em decorrência da utilização do E32. As pequenas variações observadas entre os veículos avaliados não apresentaram um comportamento consistente e não podem ser consideradas diferenças efetivas de consumo.
- O E32 pode causar danos aos motores?
Os ensaios não identificaram impactos relevantes no funcionamento dos veículos avaliados. O estudo analisou desempenho, dirigibilidade, partida a frio, retomadas, emissões, autonomia e o funcionamento dos sistemas eletrônicos de gerenciamento do motor, que compensaram automaticamente a alteração da mistura ar-combustível, mantendo o funcionamento adequado dos veículos.
- Motocicletas também foram avaliadas?
Sim. Foram testadas 13 motocicletas representativas da frota nacional. Os resultados não identificaram impactos relevantes em partida, retomadas, dirigibilidade, emissões ou autonomia decorrentes da utilização do E32. A única diferença com significância estatística foi observada na aceleração a quente em 4 das 13 motocicletas avaliadas. Ainda assim, o próprio Instituto Mauá de Tecnologia concluiu que essa variação não possui relevância prática para o uso cotidiano.
- Quem definiu e acompanhou os testes?
O programa foi coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e executado pelo Instituto Mauá de Tecnologia. A metodologia e os protocolos de ensaio foram definidos de forma colegiada, com participação de representantes do governo, da indústria automotiva, da cadeia de combustíveis e da academia.

