Pragas, doenças e maritacas na cultura de girassol, como controlar
08-06-2026
Em Jaboticabal (SP), o cultivo de girassol em consórcio com a cana-de-açúcar vem se mostrando uma alternativa interessante para diversificar a renda e agregar ganhos agronômicos à propriedade. A prática, adotada há três anos pelo produtor Sérgio Nakagi, foi apresentada durante o Cana Show Itinerante e chamou atenção não só pelo potencial econômico, mas também pelo equilíbrio biológico observado na lavoura.
Entre os principais desafios fitossanitários do girassol, Nakagi destaca a Alternaria helianthi, fungo que ataca as folhas, compromete o desenvolvimento dos capítulos e exige controle com fungicida. No campo das pragas, o produtor cita percevejos no início do ciclo, a vaquinha, Spodoptera e a chamada lagarta do girassol, embora ressalte que, nesta safra, a incidência tem sido baixa até o momento.
Um ponto que costuma preocupar os produtores, o ataque de maritacas, não tem causado perdas expressivas na área. Segundo ele, a ave demonstra preferência pelo sorgo, enquanto no girassol destinado à produção de óleo o interesse é menor. Isso ocorre tanto pela maior concentração de óleo dos grãos quanto pela própria estrutura da planta: à medida que amadurece, o capítulo se inclina para baixo, dificultando a alimentação das aves.
Outro destaque da lavoura é a presença intensa de abelhas e joaninhas. As abelhas contribuem diretamente para a polinização, enquanto as joaninhas atuam como inimigas naturais de pragas, especialmente pulgões. Para o produtor, esse ambiente mais equilibrado reduz a necessidade de inseticidas, custos de produção e reforça a importância de manejar o sistema de forma cada vez mais integrada com a natureza.

