Preços internacionais do açúcar atingiram máximas históricas em setembro
03-10-2023
As cotações internacionais do açúcar dispararam em setembro. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em outubro do açúcar bruto fecharam a sessão do dia 28 de setembro a 26,73 centavos de dólar por libra-peso, ante 25,06 centavos em 31 de agosto, alta de 6,6%. No dia 19 de setembro, o primeiro contrato da ICE Futures US foi a 27,62 centavos, nível mais alto desde 2011.
As cotações foram sido puxadas por preocupações com a oferta em meio a perspectivas cada vez piores para as safras da Ásia, mesmo com o Brasil produzindo uma safra quase recorde em 2023, em um ano marcado pelo El Niño, fenômeno climático que reduz as chuvas no continente asiático e deve afetar a produção de cana-de-açúcar na India e na Tailândia em 2023/24.
Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar, a produção de açúcar das suas usinas associadas no Centro-Sul totalizou 3,12 milhões de toneladas na primeira metade de setembro. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 2022/23 de 2,87 milhões de toneladas, representa aumento de 8,54%. No acumulado desde 1o de abril, a produção de açúcar totaliza 29,26 milhões de toneladas, contra 24,65 milhões de toneladas do ciclo anterior (+18,68%).
Na primeira quinzena de setembro permanecem em operação 261 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 244 unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 2022/23, havia 255 unidades produtoras em atividade. No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de setembro foi de 153,27 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 158,51 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 3,31%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 138,74 kg de ATR por tonelada (-0,92%).
Fábio Rübenich - Agência SAFRAS
Grupo CMA

