Presidente da Raízen diz que Brasil tem opção de adotar estratégia distinta na descarbonização
30-01-2024
O presidente-executivo da Raízen, Ricardo Mussa, disse nesta segunda-feira (29), em evento do grupo empresarial B20, que o setor sucroalcooleiro no Brasil pode se beneficiar da eletrificação das usinas de etanol, o que permitiria a exportação de combustível produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o chamado etanol de segunda geração.
Em conversa com jornalistas, após palestra em reunião do grupo empresarial B20, Mussa argumentou que, quando o assunto é descarbonização, pode haver uma multiplicidade de soluções e não apenas uma baseada, por exemplo, na eletrificação de veículos.
“Na prática, tem espaço para todos. O Brasil tem a vantagem de não ter a pressão que tem a Europa. Como eles não têm o etanol, a Europa tem que ir para o carro elétrico. A decisão sobre o carro elétrico, no Brasil, é muito mais de consumidor do que de governo”, disse o executivo. No país, faz mais sentido estimular o uso de carros híbridos que funcionam com etanol, argumentou Mussa.
Perguntado sobre a nova política industrial apresentada pelo governo federal, o presidente-executivo da Raízen disse que utilizar energia solar ou eólica em usinas de etanol permitiria às empresas deixar de queimar o bagaço da cana-de-açúcar para gerar energia. Em contrapartida, o bagaço poderia ser transformado em etanol e exportado.
Extraído do Clipping da SCA
Fonte: Valor Econômico

