Produção de cana e etanol sofre com efeito climático, mas reforça estratégia de mix na Raízen
28-07-2025
Companhia mantém projeções e reforça compromisso com expansão sustentável
A Raízen apresentou, em fato relevante, sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre da safra 2025/26, destacando os efeitos do clima e a entrada em operação de novas unidades de etanol de segunda geração (E2G).
A moagem de cana somou 24,5 milhões de toneladas, inferior ao mesmo período do ciclo anterior (30,9 milhões), impactada por chuvas prolongadas que reduziram o ritmo de colheita e limitaram a diluição de custos. O ATR médio ficou em 121 kg/ton, refletindo os danos da safra anterior por queimadas e oscilações climáticas, mas garantindo a maximização da produção de açúcar, que atingiu cerca de 2,8 milhões de toneladas.
O mix de produção manteve leve viés açucareiro, com 52% para açúcar e 48% para etanol, ajustado à estratégia comercial e às condições de mercado.
As vendas de etanol totalizaram 496 mil m³, acompanhando o menor volume produzido e a política de comercialização da companhia. Destaque para a produção de etanol de segunda geração, que saltou para 22,8 mil m³, impulsionada pelo início das operações das plantas Univalem e Barra e pela expansão da unidade de Bonfim, consolidando a liderança da empresa em biocombustíveis avançados.
Na bioenergia, a cogeração elétrica somou 537 mil MWh, refletindo a menor disponibilidade de biomassa devido ao ritmo reduzido de moagem.
No segmento de Distribuição de Combustíveis no Brasil, os volumes comercializados ficaram entre 6,72 e 6,80 milhões de m³, em linha com o plano de expansão anual, apesar de efeitos de inventário que impactaram a rentabilidade. Na Argentina, a comercialização variou de 1,72 a 1,76 milhão de m³, com destaque para a manutenção programada na refinaria e ajustes no portfólio.
Os resultados auditados do 1T 2025/26 serão divulgados em 13 de agosto de 2025, após o fechamento do mercado, com teleconferência marcada para 14 de agosto. A companhia reforçou que entrará em Período de Silêncio (Quiet Period) a partir de 29 de julho, em cumprimento às boas práticas de governança e “fair disclosure”.
Apesar das adversidades climáticas, a Raízen mantém a projeção de crescimento para a safra, destacando a expansão do E2G como pilar estratégico para consolidar a liderança no setor de energia renovável e biocombustíveis avançados.
“Seguimos focados em otimizar nosso portfólio, ampliar a produção sustentável e garantir valor de longo prazo aos nossos acionistas”, reforçou Rafael Bergman, CFO e Diretor de Relações com Investidores.
Venda de usinas de geração distribuída Na última semana, a companhia anunciou a venda de 55 usinas de geração distribuída (GD), pertencentes à unidade Raízen Energia, braço de soluções renováveis da companhia. O acordo, estimado em R$ 600 milhões, contempla a transferência de 44 ativos para a Thopen e 11 usinas para o Grupo Gera, totalizando uma capacidade instalada de até 142 MWp.
A transação marcou o fim da joint venture entre a Raízen e o Grupo Gera, criada em 2021. Os pagamentos serão feitos conforme as usinas forem transferidas aos novos proprietários, com conclusão prevista para março de 2026.

