Produtor de Jaboticabal aposta em dois verões de rotação para turbinar o solo e incrementar a renda
18-08-2021
No dia 25 de agosto, às 15h, Sérgio de Souza Nakagi participará da live “O manejo da cana e das culturas rotacionais”
Texto: Leonardo Ruiz
Fotos: Arquivo pessoal
Proprietário de 500 hectares de terras distribuídas entre Jaboticabal (SP), Colômbia (SP) e São Francisco de Sales (MG), Sérgio de Souza Nakagi aposta em dois verões de rotação antes de voltar a plantar cana-de-açúcar em uma área que fora enviada para reforma. Benefícios agronômicos e econômicos explicam a prática, adotada na propriedade Jaboticabalense desde 2009.
“Primeiramente, conduzo um plantio direto de soja entre outubro e novembro. Vai depender do acumulado de chuvas, que precisa girar em torno de 55 mm. A colheita dessa leguminosa ocorrerá em, aproximadamente, 115 dias. Nesse momento, já entro com o plantio de milho safrinha ou sorgo safrinha. De 150 a 170 dias depois, dependendo da cultura, começo a implantação da Meiosi, cuja cultura intercalar será o amendoim, que será plantado quando o regime de chuvas atingir de 80 a 90mm. Após a colheita, faço a desdobra da cana sobre essas linhas.”
Sérgio conta que desde 2002 faz o plantio direto de soja em áreas de reforma. No entanto, a partir de 2009, procurou incrementar essa rotação a fim de elevar a produtividade da cana-de-açúcar e solucionar problemas com plantas daninhas de difícil controle. “Esse tipo de rotação com três culturas tem me proporcionado grandes ganhos agronômicos, como maior fixação de nitrogênio e melhoria da matéria orgânica do solo. Além disso, por usar variedades de soja resistentes ao glifosato, consigo conduzir um excelente despraguejamento das áreas.”
Sérgio de Souza Nakagi afirma que benefícios agronômicos e econômicos explicam a rotação de cana com outras três culturas
Os benefícios econômicos também justificam a adoção da prática. Segundo o produtor, um canavial implantado hoje apenas se tornará rentável após 42 meses, uma vez que a renda advinda dessa área nos primeiros três anos será destinada para o pagamento do plantio e dos tratos culturais. “O problema é que com 42 meses essa cana já começa a perder produtividade, fazendo com que seja necessário sempre contar com canas novas para elevar as médias da propriedade como um todo. Isso acaba criando um círculo vicioso.”
Ao fazer duas culturas de verão aliadas a um cultivo de safrinha, Sérgio afirma que há melhor fluxo de caixa, seja pela comercialização dessas culturas – no momento, com boa remuneração – ou pela diluição dos custos fixos da propriedade ao otimizar a estrutura e a folha de pagamento.
Atualmente, o produtor possui estrutura própria para plantio e colheita das culturas rotacionais. Suas médias de produtividade por hectare são: 94 toneladas de cana-de-açúcar, 71 sacos de soja, 62 sacos de sorgo, 78 sacos de milho e 200 sacos de amendoim.
No dia 25 de agosto, às 15h, Sérgio de Souza Nakagi participará da live “O manejo da cana e das culturas rotacionais”. O evento será transmitido ao vivo pelos canais digitais da CanaOnline (YouTube, Facebook e LinkedIn) e contará com a participação de:
* Sérgio de Souza Nakagi – Produtor rural de cana, soja, milho, sorgo e amendoim. É também Presidente do Sindicato Rural de Jaboticabal e diretor da Coplana – Cooperativa Agroindustrial;
* Mayra Martins Teixeira - Supervisora de Produção Agrícola da Nova América, Maracaí, SP:
* Edilson Maia, produtor rural de Alagoas;
* Denizart Bolognesi - Pesquisador (IAC-APTA);
Serviço:
Live “O manejo da cana e das culturas rotacionais”
Realização: CanaOnline
Data e horário: Quarta-feira (25/08), das 15h às 16h40
Endereços: O evento será transmitido ao vivo nos canais digitais da CanaOnline: YouTube (www.youtube.com/c/CanaOnline100) , Facebook (www.facebook.com/canaonline.com.br) e LinkedIn (www.linkedin.com/company/canaonline) .

