Produtor paulista expande área irrigada para 800 hectares e aposta em telemetria para reduzir riscos no campo
23-02-2026

Pivô central Valley em operação na Romalure Agrícola irrigação garante estabilidade produtiva no interior paulista.
Pivô central Valley em operação na Romalure Agrícola irrigação garante estabilidade produtiva no interior paulista.

Monitoramento remoto permite controle de pressão, vazão, clima e umidade do solo

Santa Cruz do Rio Pardo (SP), um dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro segundo mapeamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, tem na agropecuária um dos principais pilares de sua economia. Apenas as culturas de soja e milho representam cerca de 39,43% do valor adicionado ao PIB municipal, evidenciando a força da produção de grãos na região.

É nesse cenário que a Romalure Agrícola transformou a irrigação em pilar estratégico para garantir estabilidade produtiva e segurança na gestão. Atualmente, a empresa cultiva 3.600 hectares, sendo 800 irrigados com 16 pivôs centrais, 15 deles da Valley, todos integrados ao sistema de telemetria AgSense®.

A aposta na irrigação começou em 2014, quando a empresa instalou o primeiro pivô da região, em um momento em que poucos produtores locais investiam na tecnologia. "Buscamos aprender com outras regiões. Onde havia irrigação, havia produtores mais estáveis. Decidimos testar", relembra Mateus Ferrari, que representa a nova geração à frente do negócio ao lado dos pais Rogério e Renata e do irmão Lucas.

Família Ferrari na área irrigada da Romalure Agrícola, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) 

Foto Arquivo Pessoal.

O movimento acompanha uma tendência estadual. De acordo com o Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, no estudo "Agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil em 2024", São Paulo ocupa o 4º lugar entre os estados com maior área irrigada por pivô central, somando 247 mil hectares irrigados.

Com a expansão gradual da área irrigada, o pivô deixou de ser experimento e passou a ser o coração da operação. Segundo Mateus, o principal ganho foi a previsibilidade. "O irrigado traz estabilidade produtiva. A gente sabe que vai colher bem todo ano. Isso dá segurança para investir mais e melhor."

A adoção da telemetria foi outro divisor de águas. Hoje, todos os pivôs são monitorados em tempo real via celular ou computador, permitindo controle de pressão, vazão, clima e umidade do solo, além de alertas de falhas e prevenção contra furtos. "Tomamos decisões com base em dados. Isso muda completamente a gestão", afirma.

Além da irrigação conectada, a Romalure investiu em armazenagem e comercialização próprias, fortalecendo a estratégia de verticalização e ampliando a proteção frente à volatilidade do mercado.

Com soja, milho, feijão, trigo e sorgo no portfólio, a empresa segue ampliando a área irrigada de forma planejada. "Antes de crescer em área, é preciso ficar melhor. A irrigação nos permite produzir mais com os mesmos recursos", conclui Mateus.

Pivô Valley conectado via AgSense® permite monitoramento em tempo real de vazão, pressão e clima, ampliando eficiência e segurança.

Daniela Miranda
NaMídia Assessoria