Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação
15-05-2026
Iniciativa da Vinema Biorefinarias do Sul prevê produzir 635 milhões de litros de etanol por ano e abrir novo mercado para produtores gaúchos
O Rio Grande do Sul pode se tornar protagonista em uma nova fronteira da bioenergia nacional. O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recebeu representantes do projeto Vinema Biorefinarias do Sul para discutir a utilização do arroz e de outras culturas amiláceas na produção de biocombustíveis avançados.
A iniciativa, em fase de implantação no município de Charqueadas, propõe transformar arroz, sorgo granífero, triticale e batata-doce em matérias-primas estratégicas para a geração de etanol, hidrogênio verde e combustível sustentável de aviação (SAF).
Projeto quer produzir 635 milhões de litros de etanol por ano
Segundo os dados apresentados pela Vinema Biorefinarias do Sul, a meta é alcançar a produção anual de 635 milhões de litros de etanol, volume equivalente a aproximadamente 60% de todo o consumo atual do biocombustível no Rio Grande do Sul.
Além do etanol carburante, o projeto prevê um portfólio voltado à economia de baixo carbono, incluindo:
- Hidrogênio verde;
- Combustível sustentável de aviação (SAF);
- Coprodutos industriais voltados à economia circular.
A proposta reforça o avanço da bioenergia como eixo estratégico para a diversificação da matriz energética gaúcha.
Arroz ganha novo protagonismo no agronegócio gaúcho
Para o Irga, a entrada da orizicultura na cadeia de biocombustíveis representa uma mudança importante no posicionamento do arroz produzido no estado.
Tradicionalmente reconhecido pela qualidade alimentar, o cereal passa a ganhar espaço também como matéria-prima tecnológica para geração de energia renovável.
A avaliação do instituto é de que o projeto pode criar um novo mercado de alto valor agregado para os produtores rurais gaúchos, ampliando oportunidades econômicas para a cadeia produtiva do arroz.
Bioenergia fortalece segurança energética e reduz emissões
O avanço da produção de biocombustíveis no Rio Grande do Sul também é visto como instrumento de fortalecimento da segurança energética e de redução das emissões de gases de efeito estufa.
A iniciativa está alinhada às discussões globais sobre transição energética e expansão de combustíveis renováveis, especialmente diante da crescente demanda internacional por soluções sustentáveis para os setores automotivo e aéreo.
Rio Grande do Sul amplia espaço na agenda da energia renovável
Com forte base agrícola e capacidade de produção de culturas amiláceas, o Rio Grande do Sul busca consolidar sua participação no mercado de bioenergia.
O projeto da Vinema Biorefinarias do Sul sinaliza um novo ciclo para o agronegócio gaúcho, integrando agricultura, inovação industrial e sustentabilidade em uma cadeia voltada ao futuro da energia renovável no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio

