Raízen amplia prejuízo no 3T 2025/26 e alavancagem sobe a 5,3 vezes
13-02-2026

Queda de 9,7% na receita e menor moagem de cana pressionam resultado

Por Andréia Vital

A Raízen encerrou o terceiro trimestre da safra 2025/26 com prejuízo líquido de R$ 15.645,0 milhões, frente a perda de R$ 2.570,6 milhões no mesmo período do ciclo anterior. O resultado foi impactado por ajuste contábil por desvalorização de ativos de R$ 11,1 bilhões, sem efeito caixa, em meio a menor moagem de cana-de-açúcar e recuo nos preços de açúcar e etanol conforme divulgado pela companhia, na noite desta quinta-feira (12).

A receita líquida somou R$ 60.391,7 milhões, queda de 9,7% na comparação anual, enquanto o lucro bruto recuou 14,5%, para R$ 2.488,4 milhões. O EBITDA ficou negativo em R$ 4.407,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 2.557,1 milhões um ano antes. Já o EBITDA ajustado atingiu R$ 3.151,1 milhões, baixa de 3,3%

No segmento de etanol, açúcar e bioenergia, a moagem foi de 10,6 milhões de toneladas no trimestre, retração de 23,2%. A produção de açúcar caiu 17,9%, para 671 mil toneladas, e a de etanol recuou 19,3%, para 503 mil m³. O EBITDA ajustado da área somou R$ 1.229,7 milhões, queda de 33,6%

Na distribuição de combustíveis no Brasil, os volumes avançaram 11,6%, para 7.603 mil m³, com EBITDA ajustado de R$ 1.632,6 milhões, alta de 50,5% e margem de R$ 215 por m³. Na Argentina, o EBITDA ajustado foi de US$ 108,4 milhões, recuo de 1,0%

A dívida líquida fechou dezembro em R$ 55.322,1 milhões, alta de 43,4% em um ano. O indicador dívida líquida sobre EBITDA ajustado dos últimos doze meses subiu para 5,3 vezes, ante 3,0 vezes no 3T 2024/25. A companhia encerrou o trimestre com R$ 17.307,3 milhões em caixa, mais de 90% com liquidez imediata.