Raízen rumo à usina do futuro
25-09-2018

Empresa avança em seu propósito de produzir etanol, açúcar, energia elétrica, biogás, plásticos e químicos a partir da cana e de seus coprodutos

Leonardo Ruiz

No dia 23 de agosto de 2018, o setor sucroenergético nacional viu a Raízen fazer história. Na ocasião, o Grupo lançou a pedra fundamental do maior projeto de biogás do mundo e o primeiro do segmento canavieiro. Líder na produção de açúcar e etanol no país, a Raízen consolida de vez seu posicionamento como player integrado de bioenergia. A companhia – que já possui 1GW de capacidade instalada de produção de energia elétrica a partir do bagaço, comercializando anualmente 3,9 TWh dessa energia – passará, a partir da conclusão do projeto, a utilizar também a torta de filtro e a vinhaça para geração de eletricidade.

A capacidade instalada será de 21MW e o potencial de produção de 138 mil MWh por ano, suficiente para iluminar uma cidade de 240 mil habitantes. A partir de 2021, 96 mil MWh serão vendidos dentro de um contrato de leilão de 2016 – realizado pela Aneel -, no qual a Raízen foi a vencedora, e o excedente poderá ser negociado no mercado livre ou comercializado por meio de outros contratos.

A planta, a ser instalada anexa à Unidade Bonfim, localizada em Guariba, SP, é fruto de uma joint venture formada entre a Raízen, que terá participação de 85%, e a Geo Energética, detentora dos outros 15%. A Geo é uma empresa brasileira que desenvolveu a tecnologia e, desde 2012, mantém uma usina a biogás de menor escala no noroeste do Paraná.

O empreendimento deverá receber investimentos na ordem de R$ 153 milhões, sendo que 80% será financiado pelo BNDES, com prazo de dez anos e três anos de carência. O investimento deverá oferecer uma taxa de retorno de “dois dígitos" e se pagar em sete anos. A expectativa é que a planta esteja pronta até o final de 2019.

Para o presidente da Raízen, Luís Henrique Guimarães, o anúncio reflete o pensamento inovador da companhia. “Somos destemidos e não temos medo de ousar. Acreditamos nessa nação e na pujança do setor, que tem tudo para tornar o Brasil um país mais próspero, com mais empregos e melhor distribuição de renda.”

Guimarães ressaltou que a planta de biogás anexa à Unidade Bonfim será a primeira de muitas outras que deverão ser instaladas pela companhia num futuro próximo. “Demos o primeiro passo. Vamos aprender com essa planta para que as próximas sejam ainda melhores, produzindo mais energia com mais produtividade.”
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