Reunião da ISO no Canadá foca em normas de segurança para vestimentas e luvas protetivas agrícolas
25-08-2026
Evento contará com uma apresentação do pesquisador brasileiro Hamilton Ramos, da DEA-IAC, coordenador do programa IAC-Quepia
Uma reunião global da International Standartization Organization (ISO) na cidade de Edmonton, Canadá, ocorre no período de 24 a 28 de agosto. Segundo os organizadores, o objetivo é o de avançar em novos parâmetros integrados às normas ISO 27065 e ISO 18889, para vestimentas protetivas agrícolas e luvas de proteção, respectivamente. Tais acessórios são utilizados globalmente na aplicação de agroquímicos ou defensivos agrícolas, e têm sido objeto de pesquisa de ponta visando a elevar a segurança do trabalho rural.
Durante o evento, o pesquisador brasileiro Hamilton Ramos fará uma apresentação técnica, como representante da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas --, sobre os avanços registrados por trabalhos realizados, no Brasil, em torno dessas duas normas da ISO.
Ramos está à frente do programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A iniciativa resulta de uma parceria entre a DEA – Divisão Avançada de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP e o setor privado.
Sediado no centro de pesquisas da DEA, na paulista Jundiaí, o programa ‘Quepia’ se dedica há quase vinte anos a estudos ancorados no aprimoramento da segurança do trabalho rural, de acordo com Ramos.
“As normas ISO 27065 e ISO 18889 são relativamente novas. Antes delas, as normas existentes não se atrelavam ao manuseio de agroquímicos”, destaca Ramos. “A revisão constante dessas certificações para vestimentas e luvas é relevante, na medida em que seu aprimoramento tende a elevar continuamente os padrões de segurança do trabalho rural em lavouras de todo o mundo”, ele acrescenta.
“O padrão de qualidade empregado na fabricação de vestimentas de proteção e de luvas define o maior ou o menor risco de exposição de um trabalhador aos agentes químicos da pulverização agrícola, daí a importância de a pesquisa científica evoluir continuamente na proteção da mão de obra rural”, finaliza Ramos.
56 anos da DEA-IAC
A Divisão Avançada de Engenharia e Automação do IAC completou 56 anos em julho último. Nas últimas duas décadas, a instituição de pesquisas de Jundiaí se notabilizou por seu pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para aplicação de defensivos agrícolas e proteção ao trabalhador rural.
Tiveram origem na DEA os programas Adjuvantes da Pulverização, Aplique Bem, IAC-Quepia (EPI agrícolas), Drones SP e Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, reconhecidos dentro e fora do país por transferir resultados relevantes a agricultores e empresas.
Financiados com recursos privados, tais programas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas.

