Ribeirão Preto (SP) ajudou a escrever a história da irrigação no Brasil, e a Netafim faz parte dessa trajetória
04-09-2026

Cidade que se consolidou como um dos principais polos do agronegócio brasileiro foi terra do café e hoje mantém sua relevância com a força da cana-de-açúcar e de diferentes cadeias agrícolas; desde 2000, Ribeirão Preto abriga a fábrica da Netafim, que está no Brasil há 30 anos e acompanhou a evolução da irrigação e da tecnologia no campo

Ribeirão Preto (SP) completa 170 anos como um dos principais polos do agronegócio brasileiro. Conhecida historicamente pela força da cafeicultura, a cidade ajudou a impulsionar o desenvolvimento econômico do interior paulista e, ao longo das décadas, passou por novas transformações até se consolidar como um importante centro ligado à produção e às tecnologias para o campo, especialmente em culturas como a cana-de-açúcar.

Hoje, Ribeirão Preto também ocupa uma posição estratégica na conexão entre produtores, empresas, pesquisadores e novas tecnologias agrícolas. É na cidade que acontece a Agrishow, maior feira de tecnologia e negócios do agronegócio da América Latina. Em 2026, a feira reuniu mais de 197 mil visitantes e 800 marcas, reforçando a vocação da região para concentrar conhecimento, inovação e negócios relacionados ao setor.

É nesse ambiente que a Netafim construiu parte importante de sua história no país. A empresa instalou sua fábrica em Ribeirão Preto (SP) em 2000, em um momento de expansão da irrigação localizada no Brasil. A relação entre a empresa, a tecnologia e a cidade também passam a ser contada pelas histórias de Luiz Paulo Heimpel, Marcos Katsuki Kawasse e Mauro Marcos Levy de Andrade, três profissionais da Netafim que integram a edição especial do livro Ribeirão Preto 170 anos, com lançamento neste sábado (5), no Theatro Pedro II.

A trajetória dos três acompanha parte da transformação da irrigação brasileira e também reflete mudanças pelas quais passou o próprio agronegócio. Ao longo das últimas décadas, projetos que antes eram dimensionados manualmente em mapas e pranchetas deram lugar a tecnologias cada vez mais sofisticadas, capazes de contribuir para maior produtividade, eficiência no uso da água e sustentabilidade na produção agrícola.

A própria presença da Netafim em Ribeirão Preto se relaciona a esse processo de transformação. A instalação da fábrica, há mais de 25 anos, colocou a cidade no mapa da expansão da irrigação localizada no país e acompanhou o avanço de culturas, produtores e projetos que passaram a incorporar novas tecnologias de manejo da água.

Um dos personagens dessa história é Marcos Katsuki Kawasse. Engenheiro agrícola formado pela Unicamp, ele trabalhava com projetos de irrigação no semiárido nordestino quando soube, em 1999, que a Netafim construiria uma fábrica em Ribeirão Preto (SP). Mudou-se para a cidade no mesmo ano e acompanhou desde o início a implantação da unidade. Hoje gerente de Desenvolvimento de Soluções da empresa, participou de projetos ligados à evolução da irrigação, incluindo soluções de gotejamento subterrâneo para grandes culturas.

Luiz Paulo Heimpel ingressou na Netafim também em 2000 e passou por diferentes áreas até chegar à gestão de Desenvolvimento e Inteligência de Mercados. Ao longo de mais de 25 anos na empresa, acompanhou transformações do setor de irrigação e participou de associações e projetos relacionados ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Já Mauro Marcos Levy de Andrade oferece uma perspectiva ainda mais longa dessa evolução. Em 2026, completa 48 anos dedicados à irrigação localizada. Sua carreira começou quando os projetos ainda eram feitos manualmente e inclui experiências em projetos, assistência técnica, suporte e capacitação. Hoje, atua no Desenvolvimento Técnico, com foco na formação de profissionais próprios e parceiros da Netafim.

As três histórias ajudam a mostrar que a evolução da irrigação vai além da tecnologia empregada dentro das propriedades. Ao permitir maior controle sobre a oferta de água para as culturas e contribuir para produtividade e eficiência, a irrigação se tornou uma das ferramentas associadas à modernização da agricultura — movimento que também faz parte da história econômica de Ribeirão Preto (SP).

A cidade que cresceu impulsionada pelo café e posteriormente se fortaleceu como um dos principais centros do agronegócio brasileiro continua, portanto, acompanhando as transformações do campo. Hoje, além da relevância da cana-de-açúcar e de outras cadeias produtivas na região, Ribeirão Preto reúne empresas, profissionais, eventos e centros de conhecimento que participam da construção do futuro da agricultura.

É essa conexão entre cidade, agronegócio, tecnologia e pessoas que ganha um capítulo na publicação Ribeirão Preto 170 anos – Edição Especial. O livro será lançado no dia 5 de setembro, das 17h às 20h, no Auditório Meira Junior, no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto (SP).

A iniciativa é do Instituto Independente do Livro e da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.