RIDESA promove Dia de Campo sobre genética da cana em Araras
05-03-2026
Evento reuniu técnicos do setor e apresentou pesquisas em biotecnologia
Por Andréia Vital
A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA) realizou um Dia de Campo em fevereiro no campus da Universidade Federal de São Carlos, em Araras - SP. O encontro reuniu mais de 200 participantes entre técnicos de usinas, associações, fornecedores e viveiristas vinculados à rede, que acompanharam demonstrações em campo e discussões sobre avanços na genética da cana-de-açúcar.
A programação foi conduzida pelo Programa de Melhoramento Genético da Cana de Açúcar (PMGCA) da UFSCar e incluiu a apresentação de variedades RB cultivadas em diferentes regiões do país, além de clones em fase de validação agronômica. As atividades permitiram observar características produtivas, adaptação regional e estratégias de manejo associadas aos materiais desenvolvidos pela rede.
Segundo Gustavo Jacobassi, pesquisador do PMGCA, o contato direto com o setor produtivo é essencial para orientar os programas de pesquisa. “Esse diálogo com produtores e técnicos ajuda a alinhar os estudos às demandas do campo e a compreender melhor as diferentes realidades de cultivo”, afirmou.
Durante o evento também foram apresentados resultados de pesquisas conduzidas pela RIDESA ao longo de cerca de 15 anos. O trabalho envolve o desenvolvimento de variedades com maior potencial produtivo e melhor tolerância a doenças e estresses climáticos.
Outro destaque foi a apresentação da tecnologia RB transgênicos desenvolvida pelo Laboratório de Biotecnologia de Plantas. A pesquisa ainda está em fase de estudos e validação em diferentes ambientes produtivos.
De acordo com Jacobassi, o objetivo é incorporar genes associados à resistência a insetos e tolerância a herbicidas em variedades comerciais. “A proposta é disponibilizar no futuro materiais que contribuam para maior eficiência no manejo agrícola e mais estabilidade na produção”, disse.
Caso os resultados sejam confirmados nas próximas etapas de avaliação e nos processos regulatórios, a expectativa dos pesquisadores é que a tecnologia possa chegar ao setor em cerca de cinco anos.

