Rubi S.A. amplia uso de drones no canavial e fortalece manejo sustentável de pragas
14-08-2026
Tecnologia já é utilizada em cerca de 14 mil hectares dos canaviais da usina e amplia a precisão no controle de pragas, reduzindo desperdícios e otimizando as aplicações
A Rubi S.A., de Rubiataba, no Vale do São Patrício (GO), vem ampliando o uso de drones nas operações agrícolas para tornar o controle de pragas mais preciso, reduzir desperdícios e fortalecer práticas sustentáveis no cultivo da cana-de-açúcar. Atualmente, cerca de 14 mil hectares dos canaviais da usina recebem aplicações realizadas exclusivamente com essa tecnologia, o que representa aproximadamente 40% das operações de controle de pragas nas propriedades da usina.
Os drones são utilizados principalmente em áreas onde a aplicação por aeronaves convencionais é limitada, como regiões próximas à rede elétrica, áreas de vegetação e outros obstáculos. Antes de cada operação, um drone de monitoramento realiza o mapeamento da área e produz imagens e ortomosaicos que orientam o planejamento das rotas de voo, aumentando a precisão e a segurança das aplicações.
A tecnologia integra o Manejo Integrado de Pragas (MIP), estratégia que combina métodos biológicos e químicos de forma racional para reduzir a pressão de pragas e minimizar, sempre que possível, o uso de defensivos químicos. Entre os principais alvos estão a broca-da-cana e a cigarrinha-da-raiz, insetos que podem causar perdas significativas na produtividade dos canaviais.
Segundo o engenheiro agrônomo e gestor de Tratos Culturais da Rubi S.A., Anderson Martins, a empresa utiliza drones há cerca de três anos e vem ampliando gradualmente essa tecnologia nas operações agrícolas. "Embora o investimento ainda seja superior ao da aplicação aérea convencional, os drones oferecem maior precisão, flexibilidade e capacidade de atuar em áreas de difícil acesso, tornando-se uma ferramenta estratégica para o manejo agrícola", afirma.
Aplicações ampliadas
Além do controle de pragas, a tecnologia também é utilizada no monitoramento e na aplicação localizada para o controle de plantas daninhas. Equipados com sensores, os drones identificam focos específicos de infestação, permitindo que o produto seja aplicado apenas onde há necessidade. A prática reduz o desperdício de insumos e aumenta a eficiência das operações.
As decisões sobre o momento e a forma de aplicação são baseadas em monitoramento contínuo das lavouras. Equipes técnicas acompanham o desenvolvimento das pragas, realizam diagnósticos em campo e definem as intervenções conforme critérios agronômicos, o que garante maior eficiência no manejo.
A ampliação do uso de drones acompanha o avanço da agricultura de precisão e reforça uma tendência cada vez mais presente no setor sucroenergético: o uso de tecnologias para aumentar a eficiência operacional, otimizar recursos e tornar a produção mais sustentável.

