Rumo e Olfar ampliam corredor ferroviário em Goiás
20-05-2026
Terminal em Porangatu conecta agro do Centro-Norte a Santos
Andréia Vital
A Rumo e a Olfar iniciaram a fase de comissionamento do novo terminal rodoferroviário de Porangatu, no norte de Goiás, ampliando a integração logística entre o Centro-Norte do país e o Porto de Santos. A operação reforça o corredor ferroviário voltado ao escoamento de grãos e derivados da soja produzidos no norte goiano e no sul do Tocantins.
Instalado em área com acesso à BR-153 e conexão direta à Malha Central, o terminal foi estruturado para atender o avanço da produção agroindustrial da região. A unidade possui capacidade de transbordo de 1,5 milhão de toneladas de grãos por ano e operação de carga e descarga de até 1 mil toneladas por hora, ampliando a capacidade logística para exportação pelo Porto de Santos, em Santos.
Segundo a Rumo, a entrada em operação de Porangatu ocorre em meio à expansão da companhia em Goiás. Em 2025, a empresa movimentou cerca de 5,7 milhões de toneladas de grãos no estado e alcançou participação de 28% nas exportações goianas, acima dos 25% registrados em 2024. O avanço acompanha a ampliação da infraestrutura ferroviária da companhia e o aumento da demanda logística do agronegócio na região Centro-Norte.
Diogo Velloso, diretor comercial da Rumo, afirmou que o terminal amplia a presença da empresa em uma área considerada estratégica para o agronegócio. Segundo ele, a conexão ferroviária com Santos reduz distâncias logísticas, amplia alternativas de escoamento e aumenta a competitividade da produção regional destinada ao mercado interno e às exportações.
A operação também reforça a estratégia de crescimento da Olfar em Goiás. A companhia retomou as atividades da usina de biodiesel de Porangatu em 2021 e, posteriormente, avançou com a implantação de um complexo industrial de soja, concluído em 2026. Com a entrada do terminal ferroviário, a empresa amplia a integração entre processamento industrial e logística de transporte.
De acordo com a Olfar, o terminal já conta com volume contratado de 3 mil toneladas diárias de farelo de soja. A expectativa é ampliar a eficiência do escoamento da produção regional, reduzindo custos operacionais e aumentando a competitividade da cadeia agroindustrial instalada no norte de Goiás e no sul do Tocantins.
José Carlos Weschenfelder, presidente do Grupo Olfar, afirmou que a nova operação ferroviária fortalece a cadeia produtiva local e cria novas condições para o desenvolvimento regional. Segundo ele, a estrutura amplia a integração entre indústria, armazenagem e transporte em uma região que vem ganhando relevância na produção agroindustrial brasileira.

