Safra 2026-2027 começa com preços do açúcar pressionados e projeção de oferta maior de etanol
18-02-2026
Um mix mais alcooleiro deve prevalecer entre as usinas de processamento de cana-de-açúcar da Região Centro-Sul do Brasil na temporada 2026-2027, que começa em abril. O percentual de produção de açúcar tende a recuar de 51% para 48%, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (12/02) pelo CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, durante o “Move Sucroenergético” (MOVE SUCRO), evento organizado pela Platform Science em São José do Rio Preto (SP).
Em painel, que também contou com a participação do presidente da União Nacional da Bioenergia (Udop), Hugo Cagno, e do coordenador de logística agrícola da Zilor, Fernando Luiz da Silva, Ono projetou uma colheita maior para a nova safra frente ao ciclo anterior, com indicadores de Açúcar Total Recuperável (ATR) em torno de 5% mais altos.
Segundo o CEO da SCA Brasil, o desempenho da produção de etanol de cana e o crescimento esperado na produção de etanol de milho no Centro-Sul, somados, devem acrescentar aproximadamente 4 bilhões de litros à oferta nacional do biocombustível, comparado com a safra anterior. Nesta agenda, acentuou Ono, o cenário para as usinas não tem como deixar de ser desafiador, devido às cotações do adoçante estarem inferiores aos custos de produção, bem como diante do quadro de competição acirrada do etanol com os preços da gasolina, sobretudo em um ano de eleições gerais.
“O setor terá que trabalhar – e muito bem – seus custos, buscando maximizar a produtividade, com foco em eficiência operacional e gestão financeira, a fim de atravessar de forma satisfatória o ciclo que vem aí. Cuidados com plantio, manejo e tratos culturais, e renovação dos canaviais ficarão aquém do observado na temporada passada,” concluiu Ono.
Fonte: SCA Brasil

