Semana começa com açúcar em queda e reforça pressão global sobre os preços
28-04-2026

Segunda-feira (27) abre a semana com recuo em Nova York e Londres, enquanto indicador paulista e etanol ampliam perdas em abril.

O mercado do açúcar começou a semana em baixa nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (27), revertendo parte dos ganhos recentes e mantendo o viés pressionado observado ao longo de abril.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em queda. O maio/26 recuou 0,10 cent, fechando a 13,83 cents de dólar por libra-peso. O julho/26 caiu 0,14 cent, para 13,97 cents/lbp, enquanto o outubro/26 perdeu 0,13 cent, encerrando a 14,38 cents/lbp. Os vencimentos mais longos também acompanharam o movimento negativo.

Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desvalorização. O contrato agosto/26 recuou US$ 8,20, sendo negociado a US$ 427,10 a tonelada. O outubro/26 caiu US$ 6,20, para US$ 426,00, enquanto o dezembro/26 perdeu US$ 4,20, encerrando a US$ 428,10 a tonelada. Os demais vencimentos também registraram perdas.

Mercado interno

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou queda de 0,95% nesta segunda-feira (27). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 98,71.

Com o resultado, o indicador acumula recuo de 6,40% em abril, reforçando o cenário de pressão no mercado físico, diante do avanço da safra e da expectativa de maior oferta.

Análise

Segundo informações do portal Notícias Agrícolas, o mercado segue influenciado por um quadro de ampla disponibilidade global. O avanço da safra brasileira e as projeções de produção elevada continuam limitando reações mais consistentes nos preços.

Nas últimas semanas, o açúcar já vinha em trajetória de queda, com os contratos em Nova York chegando aos menores níveis em vários anos, refletindo o excesso de oferta e a demanda mais enfraquecida. Em Londres, volumes elevados de entrega também sinalizam ritmo mais lento de consumo.

Por outro lado, fatores climáticos seguem no radar. Atrasos na colheita em algumas regiões produtoras e condições adversas para a beterraba em partes da Europa e dos Estados Unidos podem trazer ajustes pontuais na oferta. No Brasil, o clima mais seco no Centro-Sul favorece o ritmo de colheita, acelerando a entrada da nova safra no mercado.

Etanol

No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.423,50 por metro cúbico nesta segunda-feira (27), com queda de 2,12% no comparativo diário.

Com isso, o indicador acumula recuo de 19,95% em abril, evidenciando a continuidade da pressão sobre os preços do biocombustível neste início de safra.

Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias