SP amplia manejo do fogo para reduzir risco de incêndios
27-05-2026

Queima controlada alcançará 22 áreas do Cerrado paulista em 2026

Andréia Vital

O governo de São Paulo iniciou uma nova etapa das ações de queima controlada em unidades de conservação do Cerrado paulista para reduzir o risco de incêndios florestais durante o período de estiagem. Coordenada pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a operação prevê intervenções em 22 áreas ao longo de 2026, somando mais de 507 hectares manejados.

A técnica utiliza fogo controlado para eliminar o excesso de biomassa seca acumulada na vegetação, material que favorece a propagação de incêndios de grande intensidade. O procedimento segue critérios técnicos e meteorológicos, com definição prévia de umidade do ar, direção dos ventos e volume de material vegetal a ser queimado.

Segundo a Fundação Florestal, o manejo também contribui para a regeneração da vegetação nativa e para a preservação das características ecológicas do Cerrado, bioma historicamente adaptado à ocorrência natural do fogo.

Operação será ampliada em 2026

Em 2025, o manejo preventivo foi aplicado em cerca de 500 hectares distribuídos em nove Unidades de Conservação. De acordo com o órgão estadual, o monitoramento posterior identificou redução da severidade dos incêndios registrados durante a estiagem, além de melhora na capacidade operacional das brigadas de combate ao fogo.

“A queima prescrita contribui para a manutenção das fitofisionomias campestres e savânicas, estimulando a regeneração da vegetação nativa e protegendo a biodiversidade endêmica do bioma”, afirmou Adriano Candeias, diretor de proteção ambiental da Fundação Florestal.

As ações programadas para este ano incluem áreas como o Parque Estadual (PE) Furnas do Bom Jesus, com operações previstas para 9 e 10 de junho, além da Floresta Estadual de Conservação (FEC) Assis, Estação Ecológica (EE) Assis, Estação Ecológica (EE) Jataí, Estação Ecológica (EE) Luís Antônio, Parque Estadual (PE) Juquery e Estação Ecológica (EE) Itirapina.

Estrutura mobiliza brigadistas e caminhões-pipa

A operação de 2026 contará com 140 brigadistas e profissionais especializados, além de 40 pick-ups equipadas com motobombas de alta pressão, nove caminhões-pipa e equipes dedicadas ao monitoramento e resgate preventivo da fauna silvestre.

A Fundação Florestal destaca que a utilização planejada do fogo reduz o acúmulo excessivo de vegetação seca e cria barreiras naturais de contenção, diminuindo o potencial destrutivo de incêndios em períodos de baixa umidade no Cerrado paulista.