Sucroalcooleira Zilor triplicou lucro na safra 2020/21
02-07-2021
Ganhos da empresa na temporada somaram R$ 447,3 milhões
Em mais um exemplo de como as empresas sucroalcooleiras tiveram em 2020/21 uma das melhores safras da história, o grupo Zilor reportou hoje um lucro líquido de R$ 447,3 milhões na temporada, pouco mais que o triplo dos R$ 148,3 milhões de 2019/20. Associada à Copersucar, a companhia engordou seus ganhos com as vendas de açúcar e a exportação de leveduras.
A valorização do dólar permitiu que a companhia aumentasse a receita com as exportações de açúcar e de leveduras mesmo sofrendo com uma quebra de safra, que reduziu seus volumes de matéria-prima. A receita líquida total cresceu 14,6%, para R$ 2,5 bilhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 29,7%, para R$ 773,3 milhões.
A unidade de leveduras, a Biorigin, registrou vendas de R$ 757,7 milhões, montante 48,3% maior que o do ciclo anterior. O aumento foi puxado pela demanda europeia para ingredientes para alimentação e ração.
No negócio de açúcar e etanol, com os preços mais remuneradores do açúcar em reais, a Zilor aumentou o uso de cana para a produção do adoçante e reduziu a fatia destinada ao biocombustível. Com isso, a receita com as vendas de açúcar cresceu 36,6%, para R$ 726,7 milhões, enquanto a da comercialização de etanol caiu 12,5%, para R$ 877,4 milhões.
A companhia começou a receber as primeiras receitas com a venda de Créditos de Descarbonização (CBios), relacionados à pegada de carbono de seu etanol dentro do programa RenovaBio e que equivalem, cada um, a 1 tonelada de carbono de emissão evitada com a substituição do combustível fóssil por um biocombustível. Na safra, a receita líquida da Zilor com a venda de 371 mil CBios, realizada por meio da Copersucar, foi de R$ 12 milhões.
O caixa da companhia teve o reforço, ainda, do recebimento de R$ 282,1 milhões em precatórios pagos pela União relativos a duas ações em que a Copersucar representa um conjunto de usinas do Centro-Sul contra o controle de preços na época do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O valor foi maior do que o recebido na safra anterior, de R$ 256,1 mil
A Zilor encerrou a safra com um caixa 28,9% superior ao de um ano antes, o que reduziu sua dívida líquida em 16,7% em um ano, para R$ 1,491 bilhão. Com isso, a alavancagem (relação entre dívida líquida/Ebitda ajustado) ficou em 1,9 vez no fim da safra, ante 3 vezes no fim da safra anterior.
Com a melhora dos resultados, a companhia já volta a cogitar novos investimentos. “Essa trajetória demonstra que estamos caminhando rumo à consolidação financeira da companhia, com redução expressiva da alavancagem e aumento na posição de caixa, abrindo espaço para novas oportunidades de investimento”, afirmou Marcos Arruda, diretor financeiro da Zilor, em nota.
Fonte: Valor Econômico

