Usina Caeté revitaliza 4 mil hectares de cana com bisturi canavieiro e tem ganho de produtividade
18-05-2026

A Usina Caeté, localizada em Alagoas e integrante do Grupo Carlos Lyra, já revitalizou cerca de 4 mil hectares de canaviais utilizando o bisturi canavieiro, tecnologia que tem proporcionado ganhos médios de 6 toneladas de cana por hectare e redução significativa na taxa de reforma dos canaviais.

No lançamento do bisturi canavieiro, realizado pela TT do Brasil, na Agrishow 2026, Mário Sérgio Matias, superintendente agrícola da Usina Caeté, contou que o trabalho com o bisturi canavieiro começou após um desafio lançado por Edilson Maia, idealizador da tecnologia, para que a ferramenta fosse testada em escala comercial, e não apenas em áreas experimentais.

“Nós fomos provocados a trabalhar o bisturi canavieiro em escala comercial nas duas unidades do grupo em Alagoas, Caeté e Marituba. Hoje, podemos afirmar que não se trata de ensaio ou área case, mas de uma tecnologia já validada em grandes áreas”, destacou Matias.

Redução da taxa de reforma e mais cana na moenda

Segundo o superintendente, o grande desafio do setor atualmente é aumentar a longevidade dos canaviais, especialmente diante do alto custo de implantação de novas áreas. Com a adoção do bisturi canavieiro, a Usina Caeté conseguiu reduzir sua taxa de reforma de 18%–20% para cerca de 10%, o que resultou em um acréscimo estimado de 90 mil toneladas de cana processadas.

“No primeiro ano revitalizamos 1.500 hectares; no segundo, 2 mil hectares. Somando se áreas plantadas verticalmente, chegamos a aproximadamente 4 mil hectares trabalhados. A área de socaria revitalizada apresentou ganho médio adicional de 6 toneladas por hectare”, explicou Matias.

Potencial de crescimento ao longo dos cortes
Outro ponto destacado pela Usina Caeté é o potencial de crescimento progressivo da produtividade ao longo dos cortes. Conforme explicou Matias, após a revitalização, o canavial apresenta um diferencial de crescimento que tende a se equalizar a partir do segundo corte, abrindo espaço para ganhos ainda mais expressivos.

“O manejo adotado permite pensar em um canavial com até 10 cortes, já que, a partir do quinto corte, conseguimos entregar mais cinco colheitas produtivas. Isso representa um impacto econômico muito relevante para o produtor”, afirmou.

Tecnologia simples, efeito estratégico

Segundo o superintendente agrícola, o bisturi canavieiro se destaca por ser um implemento simples, porém estratégico, ao permitir o repovoamento do canavial aliado à suplementação nutricional, sem a necessidade de replantio imediato.
“A variedade pode ser qualquer uma, desde que o produtor já conheça bem o material. O mais importante é repovoar o canavial, que é um dos maiores desafios hoje. Essa tecnologia viabiliza o negócio e traz sustentabilidade econômica”, reforçou.

Meta é reduzir ainda mais a reforma

A meta apresentada à direção da empresa é ainda mais ousada. Segundo Matias, após a revitalização completa das áreas da usina, o objetivo é reduzir a taxa de reforma para 8%, aumentando ainda mais a eficiência do sistema produtivo.

“Cada produtor precisa fazer as contas dentro da realidade da sua propriedade. Os números mostram que é uma alternativa extremamente vantajosa”, concluiu

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