Usina Jacarezinho aposta em modernização para superar desafios da safra 2024/25
25-02-2025

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Usina moeu 16% menos cana na última temporada

Nesta segunda-feira (24), a Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, reportou que encerrou a safra 2024/25 com 2,14 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, volume 16% abaixo do ciclo anterior.

No entanto, apesar da queda no volume processado, os investimentos realizados na entressafra permitiram à usina ampliar sua capacidade de cristalização e melhorar a rentabilidade do açúcar produzido.

A produção de açúcar atingiu um mix de 66%, totalizando 182 mil toneladas, distribuídas entre 59% de açúcar bruto e 41% de açúcar branco. Já o etanol representou 34% da produção, perfazendo 61.500 m³ – dos quais 40% foram produzidos na forma anidra e 60% na forma hidratada.

Os indicadores de produtividade ficaram em 76 toneladas colhidas por hectare (TCH) e 10,2 toneladas de açúcares totais recuperáveis por hectare (TAH), abaixo dos índices históricos da usina.

Além disso, a planta apostou na diversificação com a produção de 2,2 mil toneladas de leveduras oriundas da fermentação do etanol, destinadas à fabricação de rações animais.

No setor de bioenergia, a Maringá Energia, unidade de cogeração que utiliza o bagaço da cana, registrou 86.409 MWh de energia elétrica limpa e renovável até novembro de 2024, com previsão de alcançar 90.129 MWh até o término da safra, em março de 2025.

Safra 2025/26

Além do crescimento importante para a próximo ciclo produtivo, impulsionado pela citada expansão de áreas de cultivo e por práticas de manejo adequadas, a Jacarezinho se dedicou em outras frentes.

Uma delas é a biofábrica de insumos biológicos, que produz diversos microrganismos benéficos a cana de açúcar, entre eles, promotores de maior resiliência das plantas ao estresse abiótico (seca), e o uso de adubos orgânicos (cama aviária, torta de filtro e vinhaça localizada), que têm contribuído para a melhoria da qualidade do solo.

“Estamos focados em práticas inovadoras e sustentáveis, como o controle total do tráfego de equipamentos na lavoura, o preparo profundo e correção adequada do solo, a expansão da vinhaça localizada, melhorias na nutrição e a colheita em ambientes desfavoráveis no primeiro terço da safra, a fim de mitigar os impactos das adversidades climáticas e garantir maior resiliência dos canaviais”, explica o diretor de Operações Sucroenergéticas da Usina Jacarezinho, Ricardo Zanata.

Para 2025/26, a Usina projeta a moagem de 2,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, sendo 65% açúcar e 35% etanol, e 2,8 mil toneladas de leveduras. A projeção de geração de energia renovável é de 105.408 MWh até novembro de 2025 e 110.616 MWh até março de 2026. A produtividade, por sua vez, ficará em 82,42 de TCH e 11,1 de TAH.

Novos investimentos e tecnologias

Outras novidades incluem o início da operação de novas colhedoras, aumentando nossa capacidade de colheita e de uma fábrica de fertilizantes líquidos, que possibilitará formulações específicas para cada área de cultivo.

“Continuamos uma forte trajetória de investimentos em tecnologia para otimizar nossa eficiência produtiva. Além de melhorar nossa entrega de resultados, tornando-os mais consistentes, essas inovações também reforçam nosso compromisso com a sustentabilidade das operações da Usina”, ressalta o CFO do Grupo Maringá, Eduardo Lambiasi.

Fonte: DATAGRO