Usina sai do ‘porre’ do etanol hidratado, dobra produção de cachaça e triplica de açúcar
13-10-2022

Cooperativa de Pernambuco já moeu 20% de 900 mil/t previstas em 22/23
Cooperativa de Pernambuco já moeu 20% de 900 mil/t previstas em 22/23

A Usina Coaf, comandada por produtores cooperados no Norte de Pernambuco, aposta mais na cachaça do que no etanol hidratado, já abandonado, na safra que começou em setembro.

Por Giovanni Lorenzon

Não, não é brincadeira. À parte a elevação da produção de açúcar, dos 40 milhões de litros desse tipo de biocombustível, no ciclo 21/22, viraram apenas 5 milhões para atender alguns poucos contratos formalizados antecipadamente.

O aguardente sobe a 30 milhões de litros, mais que dobrando o volume, enquanto o açúcar salta de 17,1 mil toneladas para 54,5 mil/t.

Alexandre Lima, presidente da cooperativa Coaf e, também, da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), aponta ainda que, pela primeira vez, a indústria vai produzir etanol anidro, misturado à gasolina, à razão de 15 milhões de litros.

Nas condições de uma safra projetada para 900 mil toneladas de cana-de-açúcar – foi processada cerca de 20% até aqui -, sem respaldo em preços do biocombustível, com a insegurança sob as condições de repasse pela Petrobras (PETR4) à gasolina e com o ICMS no teto de 18% para os estados, não há nenhuma novidade na decisão da Coaf.

Entre tomar prejuízo com o hidratado, melhor garantir na cachaça, açúcar e no anidro.

 Fonte: Money Times