Variedades IAC apresentam alta performance em áreas irrigadas e guiam cana-de-açúcar a uma nova era de produtividade
07-11-2025

IACSP95-5094 é considerada referência de alta resposta e estabilidade produtiva. Foto: Banco de imagens internet
IACSP95-5094 é considerada referência de alta resposta e estabilidade produtiva. Foto: Banco de imagens internet

Programa de melhoramento genético do IAC vem investindo fortemente no desenvolvimento de materiais genéticos capazes de responder de forma mais eficiente à irrigação e às variações ambientais

“O futuro da canavicultura brasileira depende da integração entre manejo inteligente e genética avançada”, afirmou o Diretor do Instituto Agronômico (IAC), Marcos Landell, durante o Encontro Técnico “Irrigação em cana-de-açúcar e seus desafios: variedades responsivas, produtividade e colheitabilidade”, realizado em setembro de 2025 pelo Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar (GIFC).

De acordo com Landell, o programa de melhoramento genético do IAC — que acumula mais de um século de história, desde o primeiro relatório de ensaios varietais em 1894 — vem investindo fortemente no desenvolvimento de materiais genéticos capazes de responder de forma mais eficiente à irrigação e às variações ambientais. Ele adiantou que novas linhagens, selecionadas em áreas de solos arenosos do Nordeste, já estão em fase de cruzamento e devem originar, nos próximos cinco anos, variedades ainda mais responsivas.

Entre os materiais já disponíveis que vêm se destacando em áreas irrigadas, Landell citou a IACSP95-5094, hoje considerada referência de alta resposta e estabilidade produtiva. Segundo ele, essa variedade tem apresentado ganhos consistentes em relação à média das usinas, inclusive em sistemas de irrigação deficitária.

Outros materiais mencionados foram a IACSP01-5503, de porte ereto e boa adaptação a solos de baixa fertilidade; a IACCTC07-8008, reconhecida por sua tolerância ao déficit hídrico e elevada longevidade; e a IACCTC07-7207, de colmos finos e produtividade superior, chegando a registrar mais de 240 toneladas por hectare em alguns ensaios.

O pesquisador destacou ainda a IACCTC05-2562, “filha” de CTC4, que vem apresentando desempenho notável em diferentes cortes e deve ser oficialmente liberada em 25 de novembro, durante a última reunião do Grupo Fitotécnico de Cana-de-Açúcar em 2025.

Ao encerrar sua apresentação, Landell reforçou que o avanço da produtividade da cana-de-açúcar no Brasil depende da convergência entre inovação genética, irrigação eficiente e manejo adaptativo. “Estamos deixando para trás um modelo limitado pelo estresse hídrico e caminhando para um sistema em que a planta encontra condições favoráveis de crescimento durante todo o ciclo. Esse é o caminho para transformar o potencial biológico da cana em produtividade real no campo”, concluiu.

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