Zilor avança em um novo ciclo de crescimento e registra alta de 22% no EBITDA Ajustado nos 9M26, com resultado de R$ 1,2 bilhão
27-02-2026

Foto: do site Zilor
Foto: do site Zilor

Com foco no core sucroenergético, a partir da integração da Unidade Salto Botelho e ganhos estruturais na operação, a Companhia alcança recorde de moagem e reforça sua trajetória de expansão sustentável

A Zilor Energia e Alimentos, empresa brasileira com 79 anos de atuação no setor sucroenergético, avança de forma consistente em seu novo ciclo de crescimento. Nos primeiros nove meses de 2026, a Companhia apresentou evolução no desempenho, impulsionada por investimentos contínuos na lavoura de cana-de-açúcar, melhorias de processos e disciplina financeira, consolidando sua resiliência operacional em um cenário global desafiador. A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,7 bilhões nos 9M26, avanço de 15,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Mesmo diante de maior oferta global de açúcar e pressão nos preços internacionais, a Zilor se beneficiou de uma estratégia assertiva de fixação, que contribuiu para a manutenção das margens e sustentação do crescimento. No 3T26, a receita líquida somou R$ 940 milhões, aumento de 8,2%, preservando o ritmo positivo da safra.

O EBITDA Ajustado alcançou R$ 1,2 bilhão nos 9M26, crescimento de 22%, resultado da capacidade da Zilor de capturar ganhos operacionais em meio à volatilidade de preços e desafios climáticos. Esse desempenho reflete disciplina na gestão de custos, melhor composição de mix e avanço da eficiência industrial. Já o lucro líquido chegou a R$ 405,5 milhões, evolução em relação ao ano anterior e reflexo do maior equilíbrio financeiro e do crescimento operacional, mesmo considerando efeitos não recorrentes decorrentes da separação da Biorigin. A disciplina na gestão de custos e despesas, somada ao incremento na receita com contribuição de todos os negócios, contribuíram com o resultado. No trimestre, o resultado foi impactado por efeitos não caixa ligados à variação do ativo biológico.

"A Safra 25/26 consolida um ciclo de expansão sustentado por eficiência, disciplina operacional e visão de longo prazo. A integração da Unidade Salto Botelho e a organização das operações em dois clusters geográficos fortalecem nossa estratégia de polos produtivos, elevando competitividade, logística e resiliência diante dos desafios climáticos. Esse modelo não apenas sustenta a perenidade dos nossos resultados, como prepara a Zilor para um novo patamar de geração de valor", afirma Andre Inserra, CEO da Zilor.

Segundo o executivo, os resultados dos nove meses demonstram a solidez da estratégia adotada, garantindo flexibilidade para capturar oportunidades favoráveis de mercado e proteção adicional em cenários adversos, mantendo a Companhia em uma trajetória de crescimento robusto e equilibrado.

Recorde de moagem com ganhos estruturais – Resiliência do desempenho e eficiência operacional

A Zilor registrou recorde histórico de moagem, alcançando 12,7 milhões de toneladas nos nove primeiros meses da safra, impulsionada pelo desempenho da Unidade Salto Botelho. Mesmo desconsiderando o efeito da nova unidade, houve crescimento de 4,3%, demonstrando evolução consistente mesmo sob condições climáticas adversas, evidenciando ganhos estruturais da operação.

A Unidade Quatá foi destaque em volume de cana, que somado ao incremento da unidade localizada em Lucélia, foi determinante para a estabilidade das entregas, diluindo efeitos climáticos e contribuindo para a resiliência do negócio.

A produtividade agrícola (TCH) ficou praticamente estável, com leve redução de 0,4% no acumulado, refletindo condições climáticas desafiadoras, especialmente em Lençóis Paulista. Ainda assim, investimentos contínuos na lavoura, a partir de práticas agronômicas sustentáveis, como a ampliação da fertirrigação e pacote tecnológico, ajudaram a mitigar impactos e preservar a qualidade do canavial.

 O ATR foi de 137,1 kg/ton no acumulado, redução de 2,8%, impactado pelo maior volume de chuva no segundo semestre da safra e geadas na região de Lençóis Paulista. A produção de açúcar e etanol seguiu a estratégia de priorização do mix mais rentável ao longo do período, com flexibilidade industrial para adaptação às condições de mercado. A exportação de energia também avançou, beneficiada pela plena operação do projeto de cogeração da Unidade Barra Grande, representando aumento de 13,3% no volume de exportação, em relação à safra anterior. 

Estrutura de capital e disciplina financeira

A Companhia encerrou 2025 com índice Dívida Líquida/EBITDA Ajustado de 1,35x, queda significativa em comparação ao índice de 1,96x registrado no ano anterior, reafirmando uma gestão financeira alinhada ao plano estratégico de alavancagem e preservação de liquidez. A dívida líquida totalizou R$ 1,77 bilhão, redução de 14,6% em relação ao ano anterior. A Zilor mantém foco na gestão de seus passivos, com manutenção do perfil de endividamento alongado e robustez de caixa para absorver momentos de maior volatilidade nos mercados.

"A Safra 25/26 reafirma a maturidade da nossa estratégia operacional e financeira. Mesmo diante de um cenário marcado por desafios climáticos e maior volatilidade de mercado, seguimos entregando resultados consistentes, sustentados pela solidez do nosso planejamento e pela excelência de nossas equipes. A diversificação geográfica dos polos produtivos foi decisiva para equilibrar os impactos climáticos regionais, ampliar a resiliência da operação e assegurar nossa performance alinhada ao plano estratégico da Zilor", completa Inserra.

ESG como diferencial competitivo

A Zilor segue avançando em sua agenda ESG, integrando tecnologia, governança operacional e conservação ambiental para assegurar ganhos sustentáveis de produtividade.

O projeto de implantação do Centro de Operações Industriais (COI), desenvolvido internamente a partir de 2024 e aprovado no âmbito da Lei do Bem, consolidou uma estrutura capaz de monitorar em tempo real as principais variáveis de processo das unidades agroindustriais. A integração de dados de campo, laboratório e sistemas corporativos amplia a rastreabilidade, antecipa desvios operacionais e eleva a eficiência energética e produtiva, reforçando a cultura de decisões baseadas em evidências e a melhoria contínua.

Além disso, o Programa Mais Raiz incentiva a adoção de boas práticas agrícolas voltadas à conservação do solo e aumento da produtividade. Com a participação de 16 parceiros agrícolas e o acompanhamento periódico de indicadores técnicos, a iniciativa promove práticas como rotação de cultura, uso de compostos orgânicos e adoção de tecnologias no manejo, conciliando desempenho agrícola e preservação dos recursos naturais. 

Guilherme Bourroul